Botafogo de Futebol e Regatas está passando por uma crise com o afastamento de John Textor da SAF. A disputa entre acionistas da Eagle Football Holding ganhou novos capítulos com a nomeação de Durcesio Mello como diretor interino do clube-empresa. A história precisa ser dividida em núcleos para facilitar a compreensão. Em um deles, corre a discussão entre acionistas da Eagle Football Holdings no Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas. É nesta esfera que Textor foi afastado da SAF. A arbitragem é um órgão independente que não pertence ao Judiciário, mas a sua sentença tem poder judicial. Ela é composta por árbitros de confiança das partes e pode ser acionada para resolver disputas patrimoniais, como é o caso atual. Nesta quinta-feira, os árbitros concluíram que medidas recentes de Textor têm o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo de Futebol e Regatas. Assim, foi determinado o afastamento dele da operação. Já na madrugada de sexta, a SAF afirmou em nota que a decisão da arbitragem substitui, de forma excepcional e sem a devida deliberação, a vontade dos acionistas. Ainda segundo o clube-empresa, não houve requerimento específico de nenhuma das partes pelo afastamento. Durcesio Mello foi nomeado diretor interino. Durcesio Mello foi presidente do Botafogo de Futebol e Regatas, a associação, durante a transição do futebol para a SAF. Enquanto esteve no poder, ele deu sustentação política para que Textor administrasse o futebol da maneira que pretendia. O contra-ataque de Textor veio em forma de uma ação judicial. Ele tem se manifestado por meio da SAF e tem o suporte dos escritórios Basílio Advogados, Fux Advogados e Salomão Advogados. Um dos principais argumentos apresentados é o de que, apesar da crise financeira instaurada no Botafogo de Futebol e Regatas, ela não foi gerada por problemas internos da administração, e sim pelo colapso do sistema de caixa único que estava em vigor na Eagle. A SAF afirma ter transferido 146 milhões de euros entre 2024 e 2025 para ajudar o Lyon, da França, que enfrentava punições severas da DNCG, o órgão da liga francesa que fiscaliza as contas dos clubes. Botafogo de Futebol e Regatas, Lyon, Crystal Palace, da Inglaterra, e Molenbeek, da Bélgica, formavam a rede da Eagle. Textor foi afastado da administração do Lyon, quando a ruptura com acionistas e credores da Eagle se tornou evidente. Posteriormente, a Eagle teve a empresa que gere os clubes de futebol colocada pela Justiça britânica em processo de administração judicial, uma espécie de intervenção que precede a insolvência. A intervenção tirou os poderes de decisão de Textor, que se manteve no negócio apenas na condição de acionista majoritário. Agora, a firma nomeada para cuidar da intervenção, chamada Cork Gully, colocou os ativos da Eagle à venda no mercado. A Eagle notificou a SAF do Botafogo de Futebol e Regatas em 17 de abril, segundo a petição escrita pelos advogados do clube-empresa, para desautorizar qualquer pedido de recuperação judicial. A holding reafirmou na Assembleia Geral Extraordinária de 20 de abril que não fará aportes para o clube. O futuro do Botafogo de Futebol e Regatas está incerto, com a crise financeira e a disputa entre acionistas. A torcida do clube aguarda ansiosamente por notícias sobre o que acontecerá em seguida. A situação é complexa e envolve muitas partes, mas uma coisa é certa: o Botafogo de Futebol e Regatas precisa de uma solução rápida para sair dessa crise. A equipe do clube está trabalhando duro para encontrar uma saída, mas é preciso que todos os envolvidos trabalhem juntos para resolver a situação. O Botafogo de Futebol e Regatas é um clube com uma rica história e uma torcida apaixonada, e é importante que todos os esforços sejam feitos para garantir o seu futuro.