O Botafogo de Futebol e Regatas foi colocada à venda em um anúncio publicado no jornal britânico Financial Times. A empresa nomeada para administrar a Eagle Football, Cork Gully, anunciou a venda do clube carioca em um anúncio publicado na terça-feira, 14 de abril. A informação foi antecipada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. Além do clube carioca, a oferta inclui os demais ativos do grupo: o Lyon, da França, e o RWD Molenbeek, da Bélgica. O Botafogo de Futebol e Regatas foi procurado pela reportagem mas não se manifestou sobre a possibilidade da venda. O movimento é o desdobramento de um embate jurídico e financeiro entre o empresário norte-americano John Textor e o fundo Ares Management. A gestora acusa Textor de realizar manobras fiscais entre as agremiações do grupo e de inadimplência em uma dívida estimada em R$ 450 milhões. Em março de 2026, o Ares Management exerceu seus direitos de credor para assumir o controle da Eagle Football. Embora a empresa tenha afirmado anteriormente que o comando operacional do Botafogo de Futebol e Regatas permaneceria com John Textor, a publicação no periódico inglês sinaliza uma mudança de rota. No anúncio, o clube brasileiro é apresentado a investidores internacionais como uma oportunidade de mercado, sendo "um dos clubes de futebol mais históricos do Brasil" e disponibilizando um contato de e-mail para interessados na aquisição. A situação financeira do Botafogo de Futebol e Regatas agrava o cenário. Um laudo divulgado no sábado, 10 de abril, apontou que o passivo total do clube chegou a R$ 2,7 bilhões. Desse montante, R$ 1,6 bilhão refere-se a dívidas de curto prazo, o que aumenta a pressão sobre a sustentabilidade do modelo de gestão atual. Até o momento, John Textor não se manifestou oficialmente sobre a colocação do clube à venda.